A Reforma Tributária já deixou de ser um tema futuro e passou a impactar diretamente o dia a dia das concessionárias em 2026. Para quem atua com motos a combustão e motos elétricas, o cenário exige atenção redobrada, principalmente em relação à NFS-e, aos novos tributos IBS e CBS e à adaptação dos sistemas fiscais.
Neste artigo, reunimos os principais pontos que concessionários de motos — de marcas como Honda, Yamaha, Shineray, Avelloz e Mottu — precisam acompanhar de perto ao longo de 2026.
1. NFS-e em 2026: instabilidade e mudanças simultâneas
Desde o início de 2026, o mercado vive um cenário atípico: diversas prefeituras alteraram seus sistemas de emissão de NFS-e ao mesmo tempo. Algumas aderiram ao Ambiente Nacional, enquanto outras mudaram layouts, regras e parametrizações — e, em certos casos, voltaram atrás em padrões já anunciados.
Para concessionárias, isso gera impactos diretos em:
- Emissão de serviços de oficina
- Serviços administrativos e financeiros
- Contratos de manutenção, garantia e pós-venda
Mesmo quando o sistema municipal é o mesmo, cada município pode exigir parametrizações diferentes, o que aumenta a complexidade operacional.
2. O que muda (e o que não muda) com IBS e CBS em 2026
Um ponto importante — e que gera muitas dúvidas — é a aplicação do IBS e da CBS.
📌 Em 2026:
- Não há penalidades pela ausência dos campos de IBS e CBS
- Desde que as obrigações acessórias estejam sendo cumpridas
- A apuração será apenas informativa
- Não haverá recolhimento desses tributos neste ano
Ou seja: 2026 é um ano de transição e adaptação, não de cobrança efetiva.
3. Atenção especial para concessionárias de motos elétricas
Concessionárias que atuam com motos elétricas precisam ficar ainda mais atentas. Esse segmento costuma envolver:
- Novos modelos de tributação
- Serviços recorrentes (locação, assinatura, manutenção)
- Integrações financeiras mais complexas
Marcas como Avelloz e operações de mobilidade como a Mottu exigem sistemas preparados para:
- Emissão correta de serviços
- Separação clara entre venda, locação e manutenção
- Adequação gradual ao novo modelo tributário
4. Impacto no suporte e na operação das concessionárias
O volume de mudanças nas prefeituras não afeta apenas a emissão de notas. Ele gera um efeito cascata:
- Ajustes frequentes nos sistemas
- Maior demanda por suporte
- Necessidade de acompanhamento constante da legislação municipal
Por isso, é fundamental que o concessionário:
- Mantenha seus dados e parametrizações sempre atualizados
- Acompanhe comunicados oficiais do sistema de gestão
- Evite soluções improvisadas que podem gerar problemas futuros
5. Como se preparar de verdade para 2027
Embora 2026 seja um ano sem recolhimento de IBS e CBS, 2027 será decisivo. O que as concessionárias precisam fazer agora:
✔️ Garantir que a emissão de NFS-e esteja normalizada
✔️ Acompanhar a evolução do Ambiente Nacional
✔️ Utilizar sistemas que já estejam sendo preparados para a Reforma Tributária
✔️ Entender como funcionarão notas de débito e crédito, que serão cada vez mais comuns
Quem usa 2026 apenas como “ano de espera” corre o risco de chegar despreparado em 2027.
Estar bem informado agora é o que vai garantir tranquilidade, conformidade fiscal e segurança operacional nos próximos anos.
Na Sisand, a Reforma Tributária é tratada como prioridade absoluta. Nosso time está acompanhando de perto a evolução da legislação, as movimentações das prefeituras e os impactos práticos no dia a dia das concessionárias, sempre com foco em garantir segurança fiscal, continuidade operacional e clareza para nossos clientes.
Se você tiver dúvidas sobre a Reforma Tributária, NFS-e, IBS, CBS ou sobre como se preparar para 2027, conte conosco. Estamos totalmente à disposição para esclarecer, orientar e apoiar sua concessionária nesse momento de transição.
Seguimos trabalhando com atenção total, transparência e responsabilidade, para que você possa focar no que mais importa: vender, atender bem seus clientes e crescer com tranquilidade.








